Como enfrentar o problema das drogas?

Consciência cultural, intelectual, senso cívico e social, compreensão humanitária, inteligência de desenvolvimento individual, cidadania, e tantos outros elementos de formação de caráter da sociedade, são as únicas defesas efetivas contra o avanço das drogas.

Em outras palavras, as drogas só acabarão, quando as pessoas negarem seu uso, não quiserem mais, por decisão própria, utilizarem estas substâncias.

Nestes casos, o consumo acabará, o tráfico, a produção, o comércio, as ações para a liberação, todos os transtornos e impactos que a droga provoca, simplesmente desaparecerão.

Você sabe quando isto acontecerá?

Claro que sabe, todos nós estamos cansados de saber…

NUNCA!

Depois desta sombria constatação, o caminho é se posicionar firmemente com os pés, no solo da realidade, e encarar o problema sob outra perspectiva, mais aceitável e possível.

Vamos avaliar as opções para quem quer enfrentar o problema, se livrar das drogas, vencer o desafio, mesmo diante de uma sociedade consumida pelas substâncias que causam tanto mal.

Vamos analisar o que é possível fazer, que caminhos percorrer, para aquelas pessoas que querem, sabem que precisam e estão decididas a se livrar desta dependência, destes malefícios, deste verdadeiro veneno, que são as drogas, de todos os tipos e em todas as suas formas de utilização.

Drogas precisam ser enfrentadas com estratégia, planejamento, ciência, disciplina, medicamentos e substâncias eficientes, mas o maior de todos os agentes, o indispensável, o que realmente não pode faltar e tem o poder de vencer qualquer desafio, é a vontade de mudar.

Nada acontece se o paciente não quiser realmente melhorar e este é o grande desafio, a convicção de que aquilo é necessário e a força de vontade em lutar pela transformação.

Os tipos de pacientes:

Existem 2 tipos de pacientes que se submetem aos processos de libertação das drogas.

Paciente voluntário:

O paciente voluntário é aquele que conta com um bom nível de consciência da sua realidade no cenário de sua vida.

Uma pessoa pode estar em estado de dependência, vício ou utilização e, ao mesmo tempo, mantém a consciência crítica de que aquilo é errado, que faz mal, que está danificando suas relações profissionais, sociais, familiares, econômicas e a vida como um todo.

Este tipo de paciente está num estágio mais avançado em direção à libertação das garras das drogas, pois conta com o ingrediente fundamental aflorando em seu comportamento: a vontade.

Não significa que seja fácil, mas apenas, que é “mais fácil” que qualquer outra situação.

O paciente entende que aquilo que está fazendo precisa ser feito, e quer que seja feito, restando lutar contra os desafios da dependência, mas imbuído do espírito de luta, com a convicção de que aquilo é o correto a fazer.

Aplicar procedimentos, terapias, medicamentos, atividades, tudo fica muito mais facilitado, pois o progresso tende a ser constante e contínuo, o que se torna motivador.

Paciente involuntário:

O paciente involuntário é um verdadeiro problema, pois normalmente, se encontra num grupo de consumo e utilização avançado, o que determina que o grau de dependência também é muito alto.

Nestes estágios, normalmente, o paciente não tem mais controle sobre seus comportamentos e decisões, estando em fase de escravidão do consumo intermitente de doses cada vez maiores.

As famílias já enfrentam problemas insuperáveis, com a quase total dilaceração do tecido social ao redor do paciente, o envolvimento sofrido de todos os personagens, diante de uma total imobilidade daquela pessoa, que em algum momento, foi um personagem central da felicidade de todos.

Neste ponto, o paciente já não causa mal apenas a si mesmo, e muito pouca consciência possui sobre o tamanho do problema que representa, para todos.

Ele não tem mais conceitos morais, éticos ou pudores.

Alguns casos já envolvem ações de violência, roubos de bens e valores de dentro da própria casa, agressão das pessoas que ele mais ama, sem a menor consideração.

Estes casos são os mais graves e complicados, pois o paciente luta em defesa do consumo de drogas, onde sequer consegue se imaginar sem a substância.

O primeiro passo, normalmente utilizando a internação forçada, propõe que o paciente seja retirado a força de seu convívio com as drogas, passando por tratamentos agressivos de recuperação, visando a devolução de um mínimo estado de consciência e discernimento, para que ele possa analisar a realidade num ponto de vista distante dos efeitos das drogas, entendendo que precisa se livrar daquele mal.

De forma resumida, o objetivo de uma internação forçada é retirar o paciente de seu estado de consciência prejudicado e dar a ele uma visão melhorada da realidade, onde ele possa compreender que efetivamente está destruído, e precisa se recuperar. 

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